Chefe de direitos humanos das Nações Unidas suspeita que estão a ser cometidos, há vários anos, crimes graves na Coreia do Norte, e lamenta a falta de progresso no país comunista
Chefe de direitos humanos das Nações Unidas suspeita que estão a ser cometidos, há vários anos, crimes graves na Coreia do Norte, e lamenta a falta de progresso no país comunistaNavi Pillay, chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), solicitou uma investigação internacional sobre a Coreia do Norte, que, segundo esta responsável, tem cometido graves crimes ao longo de várias décadas. Em declarações à agência Reuters, a responsável lamentou a falta de progresso no país comunista desde a posse de Kim Jong-un como novo líder, há um ano.
Houve alguma esperança inicial de que o advento de um novo líder pudesse trazer alguma mudança positiva na situação dos direitos humanos na RDPC, referiu Pillay, segunda-feira, 14 de janeiro. Um ano apósKim Jong-un se tornar o novo líder supremo do país, não vemos quase nenhum sinal de melhora, disse.
Numa rara declaração sobre a Coreia do Norte, Navi Pillay lamentou que as preocupações internacionais sobre o controverso programa nuclear norte-coreano, e os lançamentos de foguetes por parte do país, tenham ofuscado a deplorável situação dos direitos humanos na República Democrática Popular da Coreia. Segundo esta responsável, acredita-se que os campos de prisioneiros políticos, locais marcados por graves violações aos direitos humanos, retenham perto de 20 mil pessoas.