O local onde foram sepultados os corpos dos catequistas assassinados em Moçambique, em 1992, é hoje um espaço de romaria. O bispo da diocese onde ocorreu o massacre deseja avançar com um processo de beatificação
O local onde foram sepultados os corpos dos catequistas assassinados em Moçambique, em 1992, é hoje um espaço de romaria. O bispo da diocese onde ocorreu o massacre deseja avançar com um processo de beatificaçãoO espaço onde foram sepultados os 24 catequistas assassinados no Guiúa (Moçambique), em 1987 e 1992, é hoje um local de peregrinação. Diamantino antunes, sacerdote missionário da Consolata, e atual diretor do Centro Catequético do Guiúa referiu, na primeira apresentação do livro Véu de morte numa noite de luar’, que as várias pessoas assassinadas deveriam ser beatificadas.
Queremos dar este testemunho ao mundo, disse, no Porto, no auditório da Universidade Católica. À semelhança de Diamantino antunes, também adriano Langa, bispo na diocese de Inhambane, defende a mesma causa e deseja iniciar os procedimentos necessários à beatificação. O ponto de partida para avançar com este processo passa pela criação de um fundo para suportar as despesas. Iniciar a causa exigirá a recolha de testemunhos e de documentação, um trabalho, que, em parte, já está disponível no livro do sacerdote.
Para avançar com a proposta de beatificação, será necessário nomear um postulador, que, ao que a Fátima Missionária apurou, poderá vir a ser um missionário da Consolata. Se o processo for aprovado pelo Vaticano, o local onde estão sepultados os catequistas, em Moçambique, será denominado como Santuário Mártires do Guiúa, informou Diamantino antunes, durante a conferência.
além do missionário da Consolata, outro dos oradores foi Brazão Mazula, ex-presidente da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique e antigo reitor da Universidade Eduardo Mondlane (Maputo). Recordando a guerra civil moçambicana, que terminou em 1992, o professor universitário disse, na cidade invicta, que foram 16 anos de uma guerra atroz, que matou sem dó nem piedade. Os catequistas assassinados são, segundo Brazão Mazula, uma prova disso.
Falando do Moçambique de hoje, o antigo reitor da Universidade Eduardo Mondlane, explicou que o mais importante é a formação dos recursos humanos. a próxima palestra realiza-se quarta-feira, 16 de janeiro, a partir das 21h30, na Paróquia de Ramada, em Lisboa. O ciclo de conferências Outro olhar sobre Moçambique – O lugar dos leigos na reconstrução da Igreja termina em Fátima, no dia 18, no auditório Centro Missionário allamano, às 21h30.