a jornada de peregrinação deste ano terminou hoje aos pés da Virgem, na comunhão do Cristo Ressuscitado. “Não há videira sem ramos e ramos sem videira, Cristo é a videira, vós os ramos”, disse antónio Marto na homilia
a jornada de peregrinação deste ano terminou hoje aos pés da Virgem, na comunhão do Cristo Ressuscitado. “Não há videira sem ramos e ramos sem videira, Cristo é a videira, vós os ramos”, disse antónio Marto na homiliaO padre Eduardo Novo, diretor do departamento Nacional de Pastoral Juvenil havia referido que este encontro tinha como objetivo reavivar em cada jovem o dom de ser cristão, não só enquanto expressão de uma vocação, mas também como motivo de festa, no meio da comunidade. Esta foi conseguida, mas os outros aspetos, que passam pelo dom de ser cristão, é mais do foro íntimo da vivência de cada jovem. Uma parte ficou expresso na sua participação entusiasta nos diversos eventos realizados.

a celebração da Eucaristia, esta manhã de domingo na esplanada do Santuário, que se seguiu a reza do rosário, foi o culminar de dois dias cheios de alegria, convívio e amizade, como nos referiu um jovem participante, que não conseguia esconder o seu entusiamo pela felicidade de ter vindo até Fátima. antónio Marto, que celebrou a missa internacional, teve palavras de incentivo especialmente para os jovens, apoiando-se nas palavras do Senhor: Eu sou a verdadeira videira, vós os ramos. apontou o défice de fé quando o Senhor não está na nossa vida, no fundo do coração. E acrescentou a necessidade da vivência em Cristo: Quem tem fé, nunca está só, porque Cristo está com ele, disse.

Tivemos oportunidade de recolher o testemunho de uma jovem de Moura, Inês Cerejo, a quem perguntamos algo muito simples: Que conclusões tira da sua participação nestas jornadas? Confessamos que nos surpreendeu a sua resposta: O que mais apreciei foi a união entre todos, a amizade, o amor verdadeiro, o sermos uma só coisa. O sentirmos que não estamos sozinhos, apesar da situação do país, as pessoas têm muita fé e acreditam. Fomos mais longe e desafiamo-la a confidenciar-nos o que mais a marcou: a procissão das velas, pelo seu momento participativo. Porquê? aquele momento não se explica, é íntimo, especial.

Estes jovens, que antónio Marto refere como a imagem da Igreja sempre jovem, são iguais a tantos outros que sentem e vivem os dias de hoje, mas fazem-no em responsabilidade, tendo algo como fundamental para a sua vida: o acreditar. Quando ouvimos o testemunho daquela jovem de Moura, pensamos: Interessante, a procissão das velas e por que não o concerto, por exemplo? Disse-nos que também gostou, mas ficou por aí.

Se tivéssemos que resumir e escolher um dos eventos mais marcantes (enquanto observadores, aqui que ninguém nos ouve) apontaríamos o concerto musical de ontem no parque 2 do Santuário. E porquê? Simples! a alegria que se apoderou daqueles jovens e que era transmitida pelos gestos, palavras e ação na resposta conjunta às canções e orações cantadas pelo padre Elcio, da Banda da paróquia de Meãs-de-Cima foi um momento único.

a música, o canto, une os jovens e faz extravasar a sua personalidade. Confessamos que tivemos uma pontinha de inveja, não podermos saltar e participar, mas ficamos pela satisfação de recordar que também já fomos assim. Por último deixamos o mote de um grupo de jovens do algarve que seguimos a caminho do concerto: Dia a dia a caminhar, a Maria vamos chegar.