O combate ao desemprego exige uma adequação do ensino às necessidades do mercado e a aplicação de novas medidas financeiras, defende o bispo do Porto
O combate ao desemprego exige uma adequação do ensino às necessidades do mercado e a aplicação de novas medidas financeiras, defende o bispo do Porto O desemprego em Portugal atingiu um máximo negativo de 15% e os responsáveis católicos entendem que só com a adequação do ensino às necessidades do mercado e a implementação de novas políticas económicas se consegue combater este flagelo. O problema deve merecer o envolvimento da «sociedade, do «sistema de ensino e de «quem tem oportunidades de «criar novos postos de trabalho, referiu Manuel Clemente, em entrevista à Rádio Renascença. O vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) desafiou os cristãos a participarem na busca de outras soluções e saudou todos os empresários que, apesar das dificuldades, continuam a ter uma «preocupação muito viva pela situação «das famílias e «empregados dependentes. Segundo o prelado, a diversificação do mercado de trabalho «não chega para o conjunto da população que anda atualmente à procura de emprego – perto de um milhão e meio de pessoas. Para José Rodrigues, vice-coordenador da Liga Operária Católica, esta situação «é fruto de uma má governação e resulta «sobretudo de uma má perspetiva de reconverter a economia em postos de trabalho. De acordo com a agência Ecclesia, o dirigente critica a passividade do governo, considerando que o país alberga uma «economia exploradora, alimentada pela «precariedade no trabalho e pela «mercantilização dos trabalhadores.