O governo «deve ocupar-se com urgência das causas profundas» que levam as trabalhadoras domésticas ao desespero. as famílias do Líbano empregam cerca de 200 mil trabalhadoras migrantes, em particular do Sri Lanka, Etiópia, Filipinas e Nepal
O governo «deve ocupar-se com urgência das causas profundas» que levam as trabalhadoras domésticas ao desespero. as famílias do Líbano empregam cerca de 200 mil trabalhadoras migrantes, em particular do Sri Lanka, Etiópia, Filipinas e Nepalas autoridades libanesas devem adotar urgentemente uma lei para regular o trabalho doméstico de forma a acabar com os graves abusos cometidos contra as trabalhadoras domésticas migrantes neste país africano. É o que defendem oito organizações representantes da sociedade civil, incluindo a Human Rights Watch (HRW), organização internacional para a defesa dos direitos humanos. O governo do Líbano deveria adotar medidas para proteger as trabalhadoras domésticas, acabar com os maus-tratos a que estão sujeitas e também reduzir o número de incidentes mortais envolvendo as mesmas, defende Nadim Houry, diretor adjunto da HRW para a região do Médio Oriente e norte de África. «Deve ocupar-se com urgência das causas profundas que levam tantas trabalhadoras domésticas migrantes ao desespero, defende ainda o responsável. as famílias do Líbano empregam cerca de 200 mil trabalhadoras migrantes. Grande parte são do Sri Lanka, Etiópia, Filipinas e Nepal. Estas empregadas não são abrangidas pelo direito do trabalho e são vítimas de regras de imigração muito restritivas que aumentam o risco de serem exploradas e não lhes dá grandes hipóteses de conseguir melhores oportunidades. as elevadas taxas de maus-tratos a trabalhadoras fizeram com que alguns países, incluindo a Etiópia, impedissem os seus cidadãos de trabalhar no Líbano.