aumento dos investimentos na extração do carvão em Moçambique podem trazer novos abusos tanto ao nível social como ambiental, adverte um missionário comboniano
aumento dos investimentos na extração do carvão em Moçambique podem trazer novos abusos tanto ao nível social como ambiental, adverte um missionário combonianoMilhares de pessoas do norte de Moçambique manifestaram-se contra a falta de água, eletricidade e terras cultiváveis nas aldeias onde foram recolocadas por causa das atividades de extração de carvão levadas a cabo por uma empresa brasileira. «Muitas das promessas feitas pela Vale [empresa] em 2009, antes da recolocação, não foram mantidas, afirma Eduardo Zinocassaka, representante da comunidade, de acordo com a Misna. Fontes da agência confirmam as graves consequências da extração de carvão na província de Tete. O aumento dos investimentos das multinacionais nesse setor em Moçambique pode trazer novos abusos tanto ao nível social como ambiental, adverte Tiago Palagi, missionário comboniano que viveu durante muitos anos na região. Há alguns meses, a Vale anunciou uma estratégia para expandir a sua atividade no continente africano, que deverá exigir um investimento calculado entre os 15 e 20 mil milhões de euros.