arcebispo de Braga recupera experiência dos seis pescadores das Caxinas para transmitir uma mensagem de esperança para um ano em que não antevê «facilidades»
arcebispo de Braga recupera experiência dos seis pescadores das Caxinas para transmitir uma mensagem de esperança para um ano em que não antevê «facilidades»Jorge Ortiga considera que o resgate destes homens dos mar foi o «grande acontecimento de 2011 e, por isso, penso que ele pode lançar um sentido para um novo ano que agora começa. Na balsa onde estiveram quase três dias, «a esperança nunca se perdeu, a fé no sobrenatural agigantou-se e a comunhão entre todos entrelaçou-se como força capaz de ultrapassar o inevitável, realça o prelado, retirando daí uma lição para o ano de 2012.

«Não antevejo um mar (futuro) de facilidades, afirma o também presidente da Comissão episcopal da Pastoral Social. «Não ignoro as ondas gigantes da pobreza escondida, do desemprego alarmante, da ameaça da emigração da intelectualidade juvenil, das falências fraudulentas ou inevitáveis, afirma o arcebispo de Braga, referindo-se à situação de crise do país. E aponta o facto da exclusão social que, «pode provocar agitações desnecessárias.

apesar das dificuldades, pode «gerar-se uma vida aberta ao transcendente, sabendo que a esperança obriga a acreditar numa libertação (salvação) próxima. Para que esse «milagre aconteça são necessárias «menos coisas e «dar importância àquilo que cada um pode fazer, sem desânimos nem pessimismos. No ano que se avizinha «ninguém poderá exigir ou esperar excepções.

Em 2012, o arcebispo primaz de Braga pede às comunidades «um trabalho redobrado, capaz de gerar uma fé mais ardente, uma esperança mais consistente e uma comunhão mais visível. Só com o contributo de todos «surgirão soluções para recomeçar a viver um novo estilo de vida, adequado às exigências do novo ano, salienta Jorge Ortiga.