Governador da província de Luanda, Sebastião Bento, propôs a líderes religiosos a criação de um órgão de consulta e auscultação permanente para uma melhor cooperação com o governo. autoridades estão preocupadas com a proliferação de Igrejas
Governador da província de Luanda, Sebastião Bento, propôs a líderes religiosos a criação de um órgão de consulta e auscultação permanente para uma melhor cooperação com o governo. autoridades estão preocupadas com a proliferação de Igrejas a proposta foi apresentada durante um encontro com representantes de várias confissões religiosas, entre os quais padres, bispos e pastores. Na ocasião, Sebastião Bento pediu o apoio das Igrejas para várias acções de regulação que as autoridades provinciais desejam adoptar, segundo refere a agência angop. Entre as actividades visadas estão a proliferação do comércio informal e ambulante nas vias e passeios públicos, a ocupação de terrenos públicos com reflexos na actividade marginal, bem como a violação de condutas de água e consequente comercialização ilegal, a crescente violência infanto-juvenil, o elevado nível de sinistralidade rodoviária, o consumo elevado de bebidas alcoólicas e estupefacientes, e o vandalismo de bens e equipamentos públicos.
Sebastião Bento manifestou a sua preocupação pela proliferação de Igrejas na capital angolana, muitas delas sem autorização para exercerem a sua actividade evangélica. Luanda tem estado a assistir a uma proliferação de instituições religiosas sem precedentes, embora a Constituição angolana reconheça e respeite as diferentes confissões religiosas. Em 2008, o número de Igrejas que esperavam por reconhecimento jurídico em angola era de 902 e apenas 83 possuíam estatuto legal.
Um número significativo destas instituições religiosas foi considerado sem condições para o exercício da sua actividade, razão pela qual não foram reconhecidas pelo governo angolano, refere a agência. Esta questão foi, aliás, abordada pelo secretário-geral do Conselho de Igrejas Cristãs de angola (CICa), Luís Nguimbi, que lamentou o facto de várias Igrejas encontrarem muitas dificuldades para exercer a sua actividade, sobretudo em Luanda, por causa das dificuldades com que se deparam para a sua legalização.