O “Centro de Nutrição e Infantário padre ariel”, da missão de Mecanhelas, tem a seu cargo doze crianças órfãs. é no norte de Moçambique, junto à fronteira do Malawi
O “Centro de Nutrição e Infantário padre ariel”, da missão de Mecanhelas, tem a seu cargo doze crianças órfãs. é no norte de Moçambique, junto à fronteira do MalawiCada criança tem com ela um familiar. Normalmente uma irmã adolescente de 14 ou 15 anos. Destas 12 crianças só duas estão com as avós e duas são gémeas, com a mãe, Repartem o tempo entre os cuidados que têm que ter com os irmãos ou irmãs pequenas, as tarefas domésticas e os estudos.
Quase todas só falam macua, a língua local. apoiam-se e organizam-se para que, enquanto umas vão à escola, as outras fiquem com as crianças. São crianças carentes, mas alegres e brincalhonas. andam descalças e gostam de brincar na terra. Não gostam do frio que se faz sentir nesta altura do ano. Tremem como se nevasse.
Para abastecer a missão, mesmo dos bens de primeira necessidade, é preciso ir à cidade de Cuamba que fica a 95 quilómetros de distância e a hora e meia de caminho, em estrada de terra batida e com muitos buracos. Hora e meia, no tempo seco. Se for no tempo das chuvas pode levar muito mais horas. São necessários painéis solares, ou mesmo um gerador, pois não há luz eléctrica, nem telefone.
Guiou-me na visita ao infantário o padre Manuel aparecido Monteiro, que gosta de ser chamado de mano Neo. É missionário da Consolata brasileiro e está em Mechanhelas há três meses e em Moçambique há oito.