“Francisco a tocar pí­faro para as estrelas revela a beatitude desta criança que aceitou o dom da revelação na sua afectividade e o viveu com sedução”
“Francisco a tocar pí­faro para as estrelas revela a beatitude desta criança que aceitou o dom da revelação na sua afectividade e o viveu com sedução”Foi esta a simbologia para o dom de santidade de Francisco Marto transmitida por arnaldo Pinho, catedrático da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, na abertura dos trabalhos deste Congresso a decorrer em Fátima. Na sua percepção, esse dom do pastorinho a quem Nossa Senhoraapareceu, deve ser analisado a partir da maneira como as coisas se manifestam, não pela razão, mas pela realidade.
Confirmando que a Santa Sé teve que recorrer a especialistas para analisar o processo apresentado para a sua beatificação, dado tratar-se de uma criança e não haver historial da subida aos altares, afirmou que foi a personalidade mística de Francisco que se impôs. Caracterizando a sua vida e fazendo uma apreciação quanto à procura de isolamento desta criança, focou o aspecto contemplativo que a mesma possuía.
Era no afastamento e procura da interioridade que confirmava o seu amor a Cristo, depois de Nossa Senhora lhe ter transmitido que o Senhor era muito ofendido. Utilizou o termo de comparação de uma mãe para com o filho, considerando-o um excesso e não intelectual para explicar a naturalidade do amor de Francisco ao Senhor.
Sendo Francisco uma criança que apreciava a natureza, amigo e sempre pronto para ajudar os outros, era a sua personalidade fruto da sedução do amor transcendental. assumiu ainda que a Igreja aceita esta infância natural como realidade teológica e que crescer para o dom (da santidade) é a grande tarefa na educação de fé.