Uma cidade que recebe seis milhões de visitantes/ano tem que estar voltada para o peregrino
Uma cidade que recebe seis milhões de visitantes/ano tem que estar voltada para o peregrinoFátima é hoje uma das cidades mais conhecidas do Mundo graças às aparições de Nossa Senhora em 1917. Mas quem deu a conhecer Fátima ao Mundo foram essencialmente os peregrinos portugueses e estrangeiros, aqueles que desde 1917 procuraram em Fátima o refúgio da Mãe do Céu e certamente que serão milhões.
Seguindo esta linha de pensamento, Fátima deve ser uma cidade onde o peregrino se sinta bem, não apenas no Santuário onde vai fazer a sua oração e/ou participar nas celebrações, mas também dentro da própria urbe. O Santuário preparou-se no decorrer dos anos e foi delineando e construindo todo um apoio logístico tendo em vista o peregrino, mas o seu esforço não foi acompanhado pelos poderes autárquicos.
Fátima é uma cidade que se desenvolveu ao sabor de interesses pessoais ou de grupo e hoje é um espaço desordenado no aspecto urbanístico e até noutros. Não há na cidade um jardim, parqueamento ou sequer um WC público, essas infra-estruturas são colmatadas pelo próprio Santuário.
No que se refere à saúde, há um Centro de Saúde, mas está fechado ao Domingo e nem os CTT funcionam ao fim de semana para o apoio ao turista ou visitante. Não há uma concertação da Câmara de Ourém com outras limítrofes para propiciar condições viárias e pedestres das estradas que convergem para Fátima.
Os peregrinos que se deslocam a pé são dos mais desfavorecidos pela falta de condições e mesmo de segurança. Preto no branco, os poderes autárquicos não têm cumprido o seu dever de proporcionar as condições mínimas a tantos milhões de peregrinos e visitantes que acorrem a esta cidade.com as eleições à porta, será que vai mudar a postura dos políticos em relação a Fátima? Ou vamos continuar a ouvir promessas?