Organizações uniram-se para protestar contra a pavimentação de estradas, na floresta. Dizem que é uma ameaça à sustentabilidade da região e que o projecto merece maior análise
Organizações uniram-se para protestar contra a pavimentação de estradas, na floresta. Dizem que é uma ameaça à sustentabilidade da região e que o projecto merece maior análise a construção de estradas pavimentadas é responsável por 75 por cento da desflorestação da amazónia, informa um comunicado das organizações, divulgado pelo WWWF Brasil (Fundo Mundial para a Natureza). Manifestam-se, em particular, contra a colocação de asfalto na estrada BR 319. Servirá apenas para abrir a região mais remota e preservada da amazónia, à ocupação desordenada, além de deteriorar, via forte pressão migratória, a qualidade de vida da cidade de Manaus, lê-se no documento.
Outro grande motivo de preocupação é o projecto de lei que pretende invalidar o licenciamento ambiental, para a pavimentação das estradas. Trata-se de uma medida indispensável que obriga a realização de estudos de viabilidade económica, social e ambiental, antecedentes ao projecto. Nove organizações ambientalistas afirmam-se contra o projecto de lei. Entre elas está a Greenpeace, os amigos da Terra, o Instituto de Pesquisa ambiental da amazônia e o WWF Brasil.
Esta última explica que não se posiciona, directamente, contra as obras. Defende que a decisão deve basear-se num estudo mais aprofundado da sociedade brasileira sobre a questão. O que queremos é promover o desenvolvimento da amazónia, sem prejuízo de outros aspectos, como o meio ambiente e as populações locais, afirmou um dos responsáveis da organização.