O bispo das Forças armadas afirma que proibir o preservativo é consentir em muitas mortes. críticas a quem aconselha o Papa e à comunicação social por não denunciar a corrupção
O bispo das Forças armadas afirma que proibir o preservativo é consentir em muitas mortes. críticas a quem aconselha o Papa e à comunicação social por não denunciar a corrupçãoÉ claro que há circunstâncias, e do ponto de vista médico não tenho qualquer dúvida, em que proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas, considerou Januário Torgal Ferreira. E por isso defende que as pessoas que estão aconselhar o Papa deveriam ser mais cultas.
O bispo das Forças armadas manifesta-se muito chocado pela leitura reducionista e com a obsessão da comunicação social por alguns temas. Expliquem-me, por exemplo, porque é que os senhores jornalistas não deram destaque ao apelo do Papa contra a corrupção, lavagens de dinheiro, guerra e outras poucas-vergonhas em África?, questionou.
O prelado aponta o dedo aos jornalistas que deram um grande destaque à proibição do uso do preservativo e, por outro lado, falam da denúncia que Bento XVI fez acerca da corrupção no continente apenas em duas ou três linhas. Para o bispo, a comunicação social não soube aproveitar o poder que o Papa tem para falar de temas como a corrupção, interesses das grandes potências, esclavagismo, guerra e neocapitalismo de chefes de Estado, disse.
as declarações à Lusa, foram feitas na sequência de uma entrevista publicada hoje pelo açoriano Oriental, em que o bispo das Forças armadas considera que Bento XVI devia ser melhor aconselhado quando se refere ao uso do preservativo no combate à Sida. Diz ainda que a actual crise é o resultado de uma sociedade de corruptos, onde há tubarões.