Lisboa verá desfilar uma manifestação de imigrantes, a partir do Martim Moniz, às 15 horas de hoje, 15 de Março. “Cerca de 60 mil” esperam regularização da sua situação
Lisboa verá desfilar uma manifestação de imigrantes, a partir do Martim Moniz, às 15 horas de hoje, 15 de Março. “Cerca de 60 mil” esperam regularização da sua situaçãoSem direitos iguais todos perdemos é o lema da manifestação de imigrantes, em que são esperadas cerca de cinco mil pessoas. Protestam contra as políticas de imigração que afirmam não serem justas nem humanas, refere a agência Lusa. Mais de 30 organizações de imigrantes, direitos humanos, anti-racistas, culturais, religiosas e sindicais, promovem a iniciativa que parte do Martim Moniz até ao Largo do Chiado.
a integração não é algo que se decreta. Há ainda muito para fazer. Os imigrantes estão revoltados e chateados com políticas que não consagram direitos elementares de cidadania, afirmou à agência Lusa Timóteo Macedo, presidente da associação Solidariedade Imigrante. Segundo este responsável, os imigrantes que continuam à espera da regularização da sua situação, são cerca de 60 mil. Metade deles alimentam o trabalho ilegal, não havendo vontade política para resolver o problema.
Os manifestantes vão reivendicar o direito de reagrupamento familiar e o fim da discriminação em relação aos cidadãos portugueses no valor que pagam para adquirir ou renovar documentos. É necessário trabalho para ter direito à residência, mas é preciso residência para trabalhar, o que deixa os imigrantes num beco de difícil saída, precariza a sua situação e alimenta os falsos contratos.
Estes problemas contribuem para uma maior exclusão social, pobreza e marginalidade que só alimentam a xenofobia e o racismo, explicou Timóteo Macedo. Usam os imigrantes como bodes expiatórios para os problemas gerais da sociedade. Por isso, aumenta a insatisfação e revolta, especialmente junto dos jovens, que continuam a sofrer os efeitos da guetização e exclusão. Há este olhar estigmatizado nas políticas e nas práticas, criticou. No final do portesto, no Largo do Chiado, será lida uma resolução para enviar ao primeiro-ministro, José Sócrates.