Pedem abrigos, alimentos, medicamentos – e justiça. Eles sobreviveram a mortes terrí­veis perpetradas por rebeldes ugandeses e viram muitos dos seus morrerem
Pedem abrigos, alimentos, medicamentos – e justiça. Eles sobreviveram a mortes terrí­veis perpetradas por rebeldes ugandeses e viram muitos dos seus morreremSobreviveram aos massacres do Exército de Resistência do Senhor (LRa) e hoje vivem zangados e traumatizados com o que viveram às mãos deste movimento rebelde ugandês, que já matou quase mil pessoas na República Democrática do Congo (RDC). Esta segunda-feira estiveram com o subsecretário-geral das Nações Unidas para os assuntos Humanitários, John Holmes, a quem pediram abrigos, alimentos, medicamentos – e justiça.
O nível de brutalidade, o desprezo pela vida e o tratamento de mulheres e crianças, em particular, são verdadeiramente horríveis , afirmou John Holmes numa reunião que manteve com vítimas na cidade de Doruma, no nordeste da RDC. Os habitantes têm sofrido terrivelmente nas mãos do LRa.
John Holmes no terceiro dia de uma visita à região oriental da RDC reuniu-se com comandantes do exército congolês e da Força de Defesa Popular do Uganda, que estão a realizar operações conjuntas contra o LRa, para enfatizar a importância da necessidade de proteger os civis no centro do planeamento das operações militares e de uma melhor comunicação sobre os riscos para os civis e agentes humanitários.
No Natal, massacres do LR a desencadearam uma onda de deslocamento de habitantes das aldeias em redor de Doruma, uma pequena cidade fronteiriça a sete quilómetros do Sudão, triplicando a sua população de 18 mil moradores. ataques fizeram pelo menos 364 mortos e muitos mais desaparecidos.