«ainda não conseguimos um diálogo oficial ao nível teológico», afirma o bispo de alep, na Síria, referindo-se às relações existentes entre cristãos e muçulmanos no Médio Oriente
«ainda não conseguimos um diálogo oficial ao nível teológico», afirma o bispo de alep, na Síria, referindo-se às relações existentes entre cristãos e muçulmanos no Médio OrienteO trabalho em conjunto, tem sido frutuoso, faltando agora uma maior aproximação em temas teológicos, referentes ao coração da fé, como os dogmas. aí não é fácil. Por vezes, há situações radicais, comentou.
as tendências fundamentalistas que vigoram entre o Islão pretendem trazer ao coração do velho continente europeu e cristão, a sua religião. O discurso disseminado entre o povo é já não há fé, nem família, nem moralidade na Europa. Pacificamente, vamos pregar-lhes o alcorão, e vamos todos convertê-los ao Islão, assinala o prelado.
Há no Islão tendências fundamentalistas que fazem tudo, directa ou indirectamente, para fazer os cristãos partir do Médio Oriente, denunciou em conferência de imprensa, antes da celebração da peregrinação nacional do ano Paulino. a guerra no Iraque levou à saída de 50 mil cristãos que se refugiaram na Síria. Hoje, são 30 mil, adiantou.
antes da guerra, Bagdad tinha 25 paróquias caldeias, com muitos vindos do Curdistão. Hoje há um movimento inverso e regressam ao norte, frisou o bispo caldeu para quem a continuidade da nossa Igreja far-se-á no país de origem, a norte do Iraque.
Como dar um futuro coerente às nossas igrejas é algo que preocupa o jesuíta, num tempo em que a instabilidade e a violência podem pôr em causa a existência da Igreja cristã. a Igreja deve dar uma resposta ao Islão, pelo seu modo de fazer, de compreender, de escutar, de acolher, de ser firme na fé, defende.