Deslocados esperam que Governo dê sólidas garantias em matéria de segurança e de que as propriedades ficam nas mãos dos seus legítimos donos
Deslocados esperam que Governo dê sólidas garantias em matéria de segurança e de que as propriedades ficam nas mãos dos seus legítimos donosMuitas das dezenas de milhares de quenianos expulsos das suas casas pela violência que dominou o Leste do país, desde Dezembro passado, estão reticentes no regresso aos seus lares, segundo relatórios das Nações Unidas.
Em várias localidades de Eldoret, no Quénia ocidental, que foi recentemente visitado pelo alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR), antónio Guterres, as pessoas deslocadas internamente manifestaram a sua relutância em abandonar os campos até que o Governo dê sólidas garantias em matéria de segurança e de que as propriedades ficam nas mãos dos seus legítimos donos, que as deixaram para trás perante a violência.
No último mês, um acordo de partilha do poder foi assinado entre o Partido da Unidade Nacional e o Movimento Democrático Laranja, na oposição. Cerca de mil pessoas foram mortas e mais de 300 mil obrigadas a fugir, após as eleições contestadas em que o Presidente Mwai Kibaki foi declarado o vencedor face ao líder da oposição, Raila Odinga.

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