é uma mistura singular na tradição literária e ensaí­stica portuguesa: a diarí­stica no feminino, a teologia e o feminismo”. Sexta-feira é lançado o diário em Coimbra
é uma mistura singular na tradição literária e ensaí­stica portuguesa: a diarí­stica no feminino, a teologia e o feminismo”. Sexta-feira é lançado o diário em CoimbraUma obra sem equivalente. É assim que a editora apresenta o segundo volume de Diário de uma mulher católica a caminho da descrença, de Laura Ferreira dos Santos, e cuja singularidade resulta da confluência de coisas pouco disponíveis para se juntarem, na nossa tradição literária e ensaística: a diarística (que no feminino é ainda rara entre nós), a teologia e o feminismo.
É este um percurso de desencanto com a Igreja, como se constatava no primeiro volume, no qual Laura Ferreira dos Santos afirmava que Deus não pode ser homem e branco, senão não seria Deus. Mas, então, como continuar a suportar todo o discurso que assim no-lo apresenta? Como ir para Deus no meio de toda esta linguagem e iconografia que o lança para o masculino e que, por isso mesmo, acaba por legitimar a existência de sete sacramentos para os homens, mas apenas de seis para as mulheres?
Neste segundo tomo, a crítica feminista, a Igreja, Deus e a fé são algumas das questões que voltam a percorrer as páginas do diário. Mas também há espaço para a descida aos abismos da doença e da morte; a lamentável cultura médica portuguesa, no que toca à humanização da cultura médico/a-paciente.
Esta sexta-feira, às 21h30, na Sala da Luz (no Centro Diocesano de Pastoral, nas antigas instalações da Gráfica de Coimbra, à Rua dos Combatentes, junto ao seminário), o padre e professor de Filosofia da Faculdade de Letras de Coimbra, anselmo Borges, fará a apresentação de Diário de uma católica a caminho da descrença.

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