De 4 a 5 de Março, decorre no Vaticano uma reunião para preparar um encontro do Santo Padre com personalidades islâmicas
De 4 a 5 de Março, decorre no Vaticano uma reunião para preparar um encontro do Santo Padre com personalidades islâmicas a reunião entre uma delegação muçulmana e o Conselho Pontifício para o diálogo inter-religioso acontece após uma troca de correspondência entre representantes islâmicos e a Santa Sé. É também recente a visita do cardeal Jean-Louis Tauran à universidade islâmica de al-azhar, no Cairo, Egipto. Faz parte deste intercâmbio epistolar uma carta enviada por 138 sábios muçulmanos ao Papa e aos responsáveis das Igrejas cristãs.
O consultor da comissão para as relações religiosas com os muçulmanos, andrea Pacini, afirmou aos microfones da Rádio Vaticana que a carta exprime o fruto do diálogo dos últimos decénios. E acrescentou: Não resolveu os problemas, mas terá aberto perspectivas interessantes para os resolver futuramente.
É um passo significativo quanto se lê na carta: a expressão concreta do amor ao próximo é o respeito do seu direito à liberdade religiosa. Este é um assunto muito apreciado pelas comunidades cristãs minoritárias em países muçulmanos, explicou o sacerdote consultor. Muitas vezes experimentam notáveis dificuldades para ver reconhecido este direito.
a liberdade religiosa é um problema delicado e fundamental no interior do mundo muçulmano contemporâneo. Enquanto no Qatar uma igreja será inaugurada depois da próxima Páscoa, na argélia apenas há dois anos, foi varada uma nova lei que condiciona fortemente o exercício da liberdade religiosa, explica aquele sacerdote.
Tem apenas um mês a notícia da prisão de um sacerdote católico somente porque tinha orientado uma oração numa família católica. O diálogo, conclui o consultor, será eficaz quando passar da necessária dimensão cultural à tradução em práticas jurídicas que tutelem a liberdade religiosa.

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