Dois anos depois da vigência da nova Lei, as armas continuam a ser presença constante, sobretudo, nos bairros mais degradados
Dois anos depois da vigência da nova Lei, as armas continuam a ser presença constante, sobretudo, nos bairros mais degradados Existe insegurança há muitos anos. Se me perguntarem se a proliferação de armas diminuiu ou não, não sei. Mas tenho a percepção de que em alguns bairros a proliferação de armas continua a agravar-se, porque o clima de degradação social também tem aumentado , afirmou o padre Valentim GonçAlves. Na audição Dois anos depois: Onde estão as armas? , em jeito de balanço dos dois anos de vigência da nova Lei, o pároco do Prior Velho, zona oriental de Lisboa, manifestou a sua preocupação pela impunidade com que os perpetuadores da violência e da insegurança se têm vindo a mover nesses espaços.
Para o sacerdote a falta de habitação condigna não é o factor exclusivo para este fenómeno. No entanto, ajuda já que faz as pessoas possuirem um sentimento de exclusão, que dificulta o processo de uma inserção equilibrada e cria dificuldades acrescidas para o desenvolvimento das crianças e jovens .
Pedro Calado, coordenador do Programa Escolhas do alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, afirmou ser essencial não associar a proliferação e utilização de armas aos bairros onde existe uma grande comunidade imigrante: Não é um problema exclusivo desses bairros. Não podemos correr o risco de ‘etnizar’ esta questão , afirmou.

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