Bento XVI autorizou abreviar o prazo canónico para o início das diligências para abertura do processo de beatificação da irmã Lúcia
Bento XVI autorizou abreviar o prazo canónico para o início das diligências para abertura do processo de beatificação da irmã LúciaO anúncio foi feito pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, no dia em que se assinalou o terceiro aniversário do falecimento da vidente das aparições de Fátima, 13 de Fevereiro. O cardeal português Saraiva Martins presidiu à missa evocativa no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra onde a irmã Lúcia viveu a maior parte da sua vida.
as religiosas carmelitas já manifestaram a sua alegria pelo facto do prazo (de cinco anos) ter sido prescindido. O processo inicia-se agora na diocese faltando nomear o postulador da causa da beatificação, pessoa que ficará responsável pelas diligências do processo.
a notícia foi recebida com alegria pelo reitor do Santuário de Fátima porque naturalmente é mais um testemunho da profunda importância da irmã Lúcia, para a Igreja e para o mundo . Luciano Guerra considera que esta abertura do Vaticano é mais um sinal de que já houve testemunhas qualificadas que verificaram junto das entidades da Santa Sé acerca da devoção à irmã Lúcia e acerca do seu papel na difusão da mensagem de Fátima .
O bispo de Leiria-Fátima, mostrou-se hoje satisfeito com esta antecipação de prazos assinalando que há um reconhecimento da santidade da vidente por parte do Vaticano. a decisão foi recebida com uma satisfação muito grande porque se trata de uma figura relevante dos acontecimentos de Fátima .
a irmã Lúcia foi a testemunha e a memória viva da mensagem durante praticamente um século , acrescentou o prelado, recordando que a religiosa, falecida há precisamente três anos, viveu a santidade na simplicidade do convento mas irradiava para fora essa fé profunda.
a legislação canónica impõe que passem pelo menos cinco anos após a morte de alguém para que o seu processo de beatificação seja aberto. a irmã Lúcia é assim a terceira excepção aprovada pelo Vaticano, a seguir à Madre Teresa de Calcutá e a João Paulo II.

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