Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que os leigos têm um papel importante na vida da Igreja e que devem mobilizar-se e trabalhar em conjunto
Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que os leigos têm um papel importante na vida da Igreja e que devem mobilizar-se e trabalhar em conjuntoNa primeira conferência de um ciclo sob o tema geral Direitos humanos, o professor catedrático de Direito salientou a ligação entre os Direitos humanos e a Doutrina Social da Igreja. Marcelo Rebelo de Sousa assumiu-se como um cristão optimista , apesar dos problemas de relatismo, laicismo presentes na Europa, e defendeu o papel interventivo dos leigos.
Há mais povo leigo. E as pessoas estão a olhar para o lado. Não, é connosco, para o mal e para o bem, afirmou arrancando à enorme plateia, vários aplausos durante a sua intervenção.
O viver encostado à hierarquia da Igreja, isso acabou, assinalou. aliás, Tem mais força um leigo a defender posições da Igreja que um bispo, apontou.
Para o antigo líder social-democrata, os cristãos têm de viver no dia-a-dia a radicalidade da nossa fé. O que implica colocar os talentos à disposição. Há domínios para os quais temos propensão. Deve-se descobrir o que podemos fazer. O que quer que seja de pouco, é mobilizador, referiu o professor e comentador.
Só podemos dar o nosso testemunho de fé se a nossa vida tiver grão, considerou Marcelo. Ou seja, os cristãos devem apostar na sua formação, sendo o compêndio de Doutrina Social da Igreja, um conjunto de princípios que apoiam esta vivência. O professor de Direito considerou também que a vivência da fé implica a participação sacramental (como a ida à missa, à confissão). Porque, se isso não acontece estamos a mutilar uma dimensão da nossa fé.

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