a sociedade civil da República Democrática do Congo suspendeu a sua participação na conferência de paz para as províncias do Kivu-Norte e Kivu-Sul (leste), adianta a agência Lusa
a sociedade civil da República Democrática do Congo suspendeu a sua participação na conferência de paz para as províncias do Kivu-Norte e Kivu-Sul (leste), adianta a agência Lusa a sociedade civil recusa assistir à conferência porque, com o actual estado de coisas, a composição das suas instâncias (dirigentes) é totalmente desequilibrada e mostra que os resultados não trarão vantagens para os congoleses , declarou Kibiswa Naupess, presidente do secretariado executivo nacional da sociedade civil congolesa.
a conferência iniciou-se ao fim da manhã, em Goma. Mas, segundo Naupess, os organizadores da conferência não respeitaram o acordo assinado com a sociedade civil, que prevê a presença de dois dos seus membros no seio do comité de coordenação.
a sociedade civil dá 48 horas para que a questão seja resolvida. a conferência e paz visa pôr cobro aos conflitos naquelas duas províncias do leste do país, fronteiras ao Ruanda e Burundi, e lançar as bases para uma paz duradoura e para um desenvolvimento integral da região.
Na iniciativa promovida pelo presidente, Joseph Kabila, encontram-se 600 conferencistas, entre deputados, membros da sociedade civil, militares e representantes de diferentes comunidades étnicas das duas províncias, bem como delegados de grupos armados locais. Os trabalhos devem prolongar-se até 14 de Janeiro.
Desde agosto de 2007 que os confrontos no Kivu-Norte entre as forças armadas e soldados fiéis ao general dissidente Laurent Nkunda, já provocaram a fuga de cerca de 800. 000 pessoas.

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