Em entrevista ao semanário alemão Der Spiegel, a queniana Wangari Maathai responsabiliza a oposição pela “violência brutal” no seu país, depois das eleições presidenciais
Em entrevista ao semanário alemão Der Spiegel, a queniana Wangari Maathai responsabiliza a oposição pela “violência brutal” no seu país, depois das eleições presidenciaisNa entrevista, que será publicada segunda-feira, 7 de Janeiro, a prémio Nóbel da Paz de 2004 afirma que a raiz do problema está na política de segregação étnica do governo. apela à oposição queniana para exigir moderação aos seus seguidores, segundo refere a Lusa. a oposição tem de conseguir que os seus seguidores acabem com os assaltos, assassínios e onda de destruição.
a ecologista e antiga vice-ministra do governo de Mwai Kibaki afirma que os líderes da oposição têm de falar no seu idioma com o seu povo. Declarado vencedor das eleições de 27 de Dezembro, o novo presidente não é reconhecido pela oposição que não aceitou os resultados apresentados. Seguiram-se manifestações e violência, de que resultaram mais de 360 mortos 250 mil deslocados.
a activista confessa que jamais imaginou que fosse possível que no seu país se coloquem pessoas dentro de uma igreja para lhes deitar fogo . alude à morte de meia centena de quenianos que se tinham refugiado numa igreja. Esta violência é incrivelmente brutal, muito forte e espontânea , frisou.
Wangari Maathai considera que o povo tem a sensação de ser tratado injustamente. Desde a vitória do partido governamental, a política é marcada por linhas étnicas. a crise começou há cinco anos quando Mwai Kibaki assumiu o poder.
a ecologista recusa falar directamente de fraude nas eleições presidenciais. Mas acha estranho que a oposição tenha ganho tão claramente as eleições parlamentares e Mwai Kibaki tenha vencido as presidenciais.
a comissão eleitoral é a principal responsável pela controvérsia. Não fez bem o seu trabalho e apresentou os resultados demasiado tarde . Wangari Maathai concorda com a proposta da oposição de convocar novas eleições, mas considera curto o prazo de seis meses.

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