Ninguém sabe ao certo quantas crianças vivem em Carachi. Numa cidade de 14 milhões de habitantes, talvez 16, ou até mesmo 18, possivelmente serão três milhões com menos de 13 anos
Ninguém sabe ao certo quantas crianças vivem em Carachi. Numa cidade de 14 milhões de habitantes, talvez 16, ou até mesmo 18, possivelmente serão três milhões com menos de 13 anos a maioria das crianças de Carachi vive na rua, pé descalço. Muitas, desde tenra idade, já mastigam o pan, folha de noz enrolada com uma substância avermelhada, tabaco e especiarias. Se se conserva entre os lábios, tinge os dentes de vermelho. É estimulante, cria dependência e parece que provoca o cancro da boca.
Muitas crianças trabalham a descarregar peixe no porto, nas carpintarias, nas pedreiras, ou simplesmente no mercado a enxotar moscas das prateleiras. Sobra-lhes tempo para jogar na rua, talvez com um pneu retirado da lixeira.
alguns mais afortunados, graças à Edhi Foundation, uma organização não-governamental, têm uma vida mais feliz, fora desta precariedade. Esta fundação trabalha longe dos reflectores e dedica-se sobretudo às crianças de mães solteiras, que por medo da lei islâmica – a chariá – as abandonam nas lixeiras. São mulheres muito pobres e fragilizadas.
a Fundação já chegou a receber 20 recém-nascidos por dia. São trazidos pelos voluntários da organização, que os recolhem em diversos lugares onde são abandonados. Calcula-se que terão recebido mais de 20 mil e entregue para adopção 16 mil.

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