Médicos Sem Fronteiras acusam militares angolanos de violarem mulheres congolesas expulsas do país. Imigrantes congoleses a trabalhar no garimpo de diamantes são vítimas de violências e injustiças
Médicos Sem Fronteiras acusam militares angolanos de violarem mulheres congolesas expulsas do país. Imigrantes congoleses a trabalhar no garimpo de diamantes são vítimas de violências e injustiças a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF ) divulga na sua página oficial que militares angolanos, destacados para expulsar imigrantes ilegais da província angolana de Lunda-Norte, violam mulheres e maltratam homens. as informações são recolhidas a partir do Congo onde os médicos prestam assistência às vítimas. a organização está sedeada na província de Kasai Ocidental, junto à fronteira de angola.
Meinie Nicolai, responsável pelas operações da MSF na R. D. Congo, revela que os militares angolanos, durante a noite, cercam os bairros de imigrantes e prendem homens, mulheres e crianças. Os presos são mantidos numa prisão improvisada e sem condições . as mulheres são violadas. Esses rituais atrozes duram vários dias, até que as mulheres são deixadas na fronteira , salienta.
Durante a detenção, os presos passam fome e, muitas vezes, são submetidos a inspecções anais e vaginais , na busca de diamantes escondidos. Registam-se casos de morte devido a maus tratos e exaustão. Números fornecidos pelas Nações Unidas, contam, desde Janeiro de 2007, mais de 44 mil pessoas expulsas da zona angolana das Lundas, rica em diamantes.
O relatório calcula que 400 mil congoleses vivam no norte de angola. É difícil saber quantas pessoas atravessam a fronteira diariamente , comenta Meinie Nicolai. Em 2004, a MSF tinha já denunciado abusos idênticos, cometidos por militares angolanos contra imigrantes congoleses.

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