Cinco prémios Nóbel da literatura e vários escritores europeus e africanos acusam os líderes dos dois continentes de “cobardia”
Cinco prémios Nóbel da literatura e vários escritores europeus e africanos acusam os líderes dos dois continentes de “cobardia”Devemos ouvir os poderosos quando estes não ouvem os gritos dos que sofrem? Milhões de africanos e europeus esperariam que o Zimbabué e o Darfur estivessem no topo da agenda , afirmam os 17 subscritores da carta. Esta foi enviada aos chefes de estado e de governo que irão estar presentes na cimeira UE/África, a 8 e 9 de Dezembro, em Lisboa, refere a agência Lusa.
Entre os subscritores estão cinco prémios Nobel da Literatura: os europeus Günter Grass e Dario Fo; e, do lado africano, Nadine Gordimer, John Coetzee e Wole Soyinka, que acusam de cobardia, por evitarem abordar estas duas crises.
Para eles a cimeira de Lisboa é uma oportunidade única para inaugurar uma nova era baseada em valores comuns e numa genuína amizade, onde possamos apoiar-nos e aprender uns com os outros . Tal não será possível enquanto as reuniões da cimeira não debaterem duas das piores tragédias humanitárias do mundo, a do Zimbabué e a do Darfur .
José Gil é o único português signatário, num rol em que aparece também o moçambicano Mia Couto. Estão na lista os europeus Vaclav Havel, Roddy Doyle, Tom Stoppard, Jurgen Habermas, Franca Rame e Colm Toibin, e os africanos Chimamanda Ngozi adichie, Gillian Slovo, Goretti Kyomuhendo e Ben Okri.
Que podemos dizer desta cobardia política? Dos nossos líderes esperamos liderança, uma liderança com coragem moral. Quando não o fazem, deixam-nos moralmente enfraquecidos. ao evitarem os temas difíceis, tornam-se irrelevantes , lê-se na carta, a publicar hoje em vários jornais europeus e africanos.
a cimeira de Lisboa será a segunda entre os dois continentes depois do Cairo, a 03 e 04 de abril de 2000. a sua preparação tem levantado polémica, por o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, se recusar a participar no evento caso o presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, esteja presente.

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