Dezenas de conflitos continuam a roubar a infância às crianças, adianta um novo relatório das Nações Unidas que analisa os progressos desde o pioneiro estudo de 1996, sobre crianças, em conflitos armados
Dezenas de conflitos continuam a roubar a infância às crianças, adianta um novo relatório das Nações Unidas que analisa os progressos desde o pioneiro estudo de 1996, sobre crianças, em conflitos armados a comunidade internacional tem sido muito activa no desenvolvimento de um sólido enquadramento de protecção legal, afirmou a representante especial do Secretário-geral da ONU para as Crianças e Conflitos armados. Mas é preciso fazer muito mais para assegurar o cumprimento, combater a impunidade e enfrentar todas as violações contra crianças, adianta Radhika Coomaraswamy.
O estudo levado a cabo dez anos depois, do conduzido por Graça Machel, demosntra que o impacte dos conflitos nas crianças tem sido o mais brutal de sempre, salienta a UNICEF. Elas são vítimas de ataques a escolas e raptos que visam obrigá-las a tornarem-se combatentes, escravas sexuais ou servas.
as ameaças às crianças em situação de conflito armado estão a aumentar, afirmou a directora executiva da UNICEF, ann M. Veneman. Elas já não são só apanhadas no fogo cruzado, estão a ser cada vez mais os alvos intencionais da violência, abusos e exploração, vítimas de múltiplos grupos armados que são predadores de civis.
Nas principais recomendações do documento há um apelo para pôr fim à impunidade dos responsáveis por crimes hediondos contra crianças. O que significa assegurar o procedimento judicial contra os crimes de guerra e o cumprimento das normais internacionais relevantes, muitas das quais foramestabelecidas após a publicação do estudo Machel original, adianta a UNICEF, em comunicado.

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