Oitenta e seis trabalhadores humanitários morreram em 2006. Os conflitos armados dificultam as tarefas da ajuda humanitária
Oitenta e seis trabalhadores humanitários morreram em 2006. Os conflitos armados dificultam as tarefas da ajuda humanitáriaO director-geral de ajuda Humanitária da Comissão Europeia, antónio Cavaco, expressou esta convicção quando falava na conferência ajuda Humanitária em debate: futuros desafios para os actores europeus . Forças militares e grupos armados não respeitam o direito internacional humanitário. a consequência é a diminuição do espaço humanitário .
além dos problemas de segurança, os conflitos dificultam o acesso às vítimas e a entrega atempada da ajuda, encarecem as acções humanitárias, explicou antónio Cavaco. Nos últimos anos o número de catástrofes naturais aumentou e tornou ainda mais difícil a prestação da ajuda.
actualmente existem no mundo 14 milhões de refugiados e 25 milhões de deslocados. Mais de metade dos deslocados encontra-se a sul do deserto do Sara e mais de metade são mulheres e crianças. a direcção-geral de ajuda Humanitária da Comissão Europeia dispõe de um orçamento de 700 milhões de euros para 2007. Do orçamento comunitário, 20 por cento destina-se a vítimas de desastres naturais e 80 por cento a vítimas de conflitos armados , explicou antónio Cavaco.
antónio Cavaco classificou de essenciais os parceiros locais, defendendo o aumento da sua capacidade de resposta às crises. acredito firmemente na sociedade civil , disse, reforçando ser preciso cidadania . É importante envolver os parceiros de ajuda ao desenvolvimento a longo prazo quando os de ajuda humanitária de emergência ainda estão no terreno de modo a permitir um seguimento das crises e evitar que se perca o trabalho já feito com as populações.
a conferência está a decorrer em Lisboa, organizada pela Comissão Europeia e pela Plataforma Portuguesa de Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia.

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