a campanha eleitoral no Quénia ainda não começou mas a violência partidária já está ao rubro como se vai notando de comí­cio em comí­cio. a intimidação toma o lugar da razão
a campanha eleitoral no Quénia ainda não começou mas a violência partidária já está ao rubro como se vai notando de comí­cio em comí­cio. a intimidação toma o lugar da razãoNa passada sexta feira, 21 de Setembro, três membros da direcção do Movimento Democrático Laranja (ODM) foram atacados e feridos, quando se apresentaram num encontro organizado pelo Partido Popular FORD. No mesmo dia, membros do ODM foram perturbar um comício organizado pelo ODM-K (Movimento Democrático Laranja do Quénia). Dias antes um comício do partido NaRC-K, a Coligação arco-íris do Quénia, foi perturbado por membros do ODM-K. E assim por diante.
Nota-se em toda esta violência a presença de dois factores:
– O seu uso para intimidar adversários políticos é atributo de todos os partidos e não propriedade exclusiva de alguns.
– Em todos os casos recentes de intolerância quem causa a comoção são bandos de jovens contactados e pagos para o efeito.
Diga-se ainda que nos casos acima referidos é clara a componente tribal, dado que os partidos estão de facto muito regionalizados e tribalizados.
a Igreja Católica do Quénia no espaço de um mês já publicou três mensagens, apelando ao civismo e à dignidade do exercício eleitoral. ao mesmo tempo condenam os excessos verificados. Se a três meses das eleições estamos já num verdadeiro clima de batalha, o que será daqui a umas semanas quando se saberá a data exacta do escrutínio eleitoral?
O direito democrático à diferença de opinião política, e o direito à infirmação livre e à livre escolha dos governantes está em grave perigo. Por conseguinte o progresso económico e social conseguido nos últimos anos está em risco de ser uma das vítimas deste absurdo banditismo.
Faz pena notar que nos casos acima mencionados os partidos se limitaram a condenar a violência sofrida sem tentarem pôr cobro àquela causada pelos seus partidários.

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