O Papa na sua residência de férias apelou hoje a converter a lógica do proveito para lutar contra a fome e o analfabetismo
O Papa na sua residência de férias apelou hoje a converter a lógica do proveito para lutar contra a fome e o analfabetismo a supremacia da lógica do proveito faz crescer a desproporção entre ricos e pobres, e um desfrutamento danoso do planeta, denunciou Bento XVI durante a oração meridiana do angelus, em Castel Gandolfo. O Papa sublinhou a existência no mundo da emergência da fome e da emergência ecológica.
Com a lógica da condivisão e da solidariedade, é possível corrigir a rota e orientá-la para um desenvolvimento justo e sustentável, afirmou o pontífice. as suas afirmações derivam do evangelho da liturgia dominical de 23 de Setembro: Fazei amigos com o vil dinheiro. Quando este vos vier a faltar, eles hão-de acolhre-vos na morada celeste.
O dinheiro, em si mesmo, não é desonesto, explicou o Papa. No entanto pode fechar o homem num egoísmo cego. E acrescenta: É necessário operar uma espécie de conversão dos bens económicos: em vez de usá-los só para interesses próprios, ocorre pensar também nas necessidades dos pobres, imitando Cristo.
Bento XVI faz uma leitura da situação mundial. Confrontam-se duas lógicas económicas: a lógica do proveito e a da distribuição justa dos bens. Elas não estão em contradição entre si, desde que a sua relação seja bem ordenada. O proveito é legítimo e na justa medida necessário para o desenvolvimento económico.
Citando João Paulo II, o Papa recorda que a economia moderna de empresa comporta aspectos positivos, cuja raiz é a liberdade da pessoa, que se exprime no campo económico como em muitos outros campos. Mas acrescenta: O capitalismo não deve ser considerado como o único modelo válido de organização económica.

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