“Espero que Portugal se mantenha firme na defesa dos direitos humanos e da democracia e que não convide o presidente Mugabe”, afirma o ex-arcebispo anglicano da Cidade do Cabo e Prémio Nobel da Paz
“Espero que Portugal se mantenha firme na defesa dos direitos humanos e da democracia e que não convide o presidente Mugabe”, afirma o ex-arcebispo anglicano da Cidade do Cabo e Prémio Nobel da PazÀ agência Lusa em Joanesburgo, Desmond Tutu, um dos mais acérrimos críticos do presidente do Zimbabué pelos alegados atropelos aos direitos humanos e à liberdade de expressão naquele país reage a esta iniciativa a actual presidência portuguesa da União Europeia, agendada para 8 e 9 de Dezembro.
a presença de Mugabe tem trazido algumas discordâncias. O primeiro-misnistro britânico pressionou para que escolhessem entre a sua presença e a de Mugabe na cimeira, mas do outro lado,o presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, ameaçou não comparecer na cimeira, se Mugabe não for convidado. apesar de não concordar e não estar feliz com o que se passa no Zimbabué, acho que a situação exige maior diálogo com os nossos colegas zimbabueanos, disse Mwanawasa ao Times of Zâmbia.
a CNN International tem transmitido hoje uma reportagem especial realizada no Zimbabué com recurso a uma câmara escondida. Nesta são visíveis as consequências da governação de Robert Mugabe: gasolina a ser comprada no mercado negro por não existirem stocks nos postos de abastecimento, dinheiro a ser trocado nas ruas a um câmbio 10 vezes superior ao dos bancos, famílias desesperadas para alimentar os filhos e supermercados com filas e com prateleiras vazias no centro de Harare, a capital. a inflação no país situa-se entre os 7 mil e os 12 mil por cento, a taxa de desemprego atinge os 80 por cento e cinco mil pessoas por dia abandonam o país para outros estados vizinhos.

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