No Iraque a tortura é praticada pelas autoridades. a coordenadora portuguesa da missão da União Europeia em Bgadad explica que se trata de “uma questão cultural”
No Iraque a tortura é praticada pelas autoridades. a coordenadora portuguesa da missão da União Europeia em Bgadad explica que se trata de “uma questão cultural”Uma cela para oito detidos pode ter apenas quatro metros quadrados. a tortura é praticada pelas autoridades. Os profissionais judiciais e prisionais são treinados através de um programa da União Europeia. Tudo isto se passa no Iraque, de acordo com declarações da coordenadora em Bagdad, Leslie angelo, à agência Lusa.
De 30 anos, portuguesa e belga, a coordenadora da missão Eujust Lex explicou: Nós dizemos-lhes que eles não devem torturar, eles dizem sempre que se não torturarem não obtêm confissões . Especialista em Direitos Humanos, Leslie angelo referiu que muitas pessoas são presas indiscriminadamente por terrorismo, sem base específica para tal.
Calcula-se que mais de 40. 000 prisioneiros enchem as prisões iraquianas, segundo dados das Nações Unidas. O número de execuções é muito elevado em relação ao dos prisioneiros. Há bastantes, refere a coordenadora. Mas nós não nos envolvemos nisso. É demasiado político para nós, demasiado delicado , afirmou.
Existem celas de 30 metros quadrados onde se encontram, por vezes, 100 pessoas, e outras mais pequenas ainda. Vi uma que tinha quatro metros quadrados – era como uma despensa – e tinha oito pessoas lá dentro – elas não tinham espaço para se deitarem , assegurou. as prisões estão sobrelotadas .
Eujust Lex é a missão de Estado de Direito da União Europeia no Iraque, destinada a auxiliar o país nas reformas e nos esforços para desenvolver o seu sistema judicial. Iniciada em Julho de 2005, deveria terminar em Dezembro de 2007. Provavelmente vai ser prolongada. a missão dedica-se a criar cursos de formação para juízes, polícias e guardas prisionais.
Dedica-se também à coordenação geral com os norte-americanos, britânicos e membros de todos os países doadores, para identificar falhas e as principais necessidades neste sector.

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