O novo “ministro” da Cultura prefere “um duo a um duelo”. E acrescenta “a urgência é encontrar a unidade”
O novo “ministro” da Cultura prefere “um duo a um duelo”. E acrescenta “a urgência é encontrar a unidade”O novo responsável pela Cultura do Vaticano, o arcebispo italiano Gianfranco Ravasi, afirmou, numa entrevista à revista Famiglia Cristiana, citada pela aFP, preferir um duo a um duelo no encontro da Igreja católica com outras culturas e correntes de pensamento.
Segundo as palavras deste ministro vaticano, na revista italiana, os católicos devem abandonar a lógica da confrontação, do duelo. Ravasi, nomeado segunda-feira pelo Papa Bento XVI, para o Conselho Pontifício para a a Cultura, no lugar de Paul Poupard, explicou-se melhor: ao duelo, prefiro o duo, como na arte lírica, quando duas vozes permanecem diferentes mas harmoniosas, mesmo com dois registos antitéticos como os do baixo e do soprano.
Para Ravasi, a situação actual é um diamante partido onde cada um protege o seu fragmento convencido que possui a verdade. Por isso, considera o arcebispo, a urgência é encontrar a unidade. É também isto o relativismo que Bento XVI tem denunciado, defende o novo ministro. E dá o exemplo da internet, onde se encontra de tudo sem o poder fazer coincidir porque se trata de fragmentos totalmente autónomos.
Nas palavras do próprio Gianfranco Ravasi, o Conselho agora dirigido por si tem duas janelas, uma mais teológica que diz respeito à fé e à cultura, outra de diálogo com as culturas dos não-crentes, um dos domínios mais vivos e atormentados dos últimos tempos.
Rivasi é biblista, tem 65 anos, vem da Lombardia, e dirige actualmente a Biblioteca ambrosiana de Milão, uma prestigiada instituição de investigação da Igreja católica em Itália.

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