“Desde que os homens se guerreiam, há pessoas que desaparecem”, afirmou o director de Operações do Comité Internacional da Cruz Vermelha
“Desde que os homens se guerreiam, há pessoas que desaparecem”, afirmou o director de Operações do Comité Internacional da Cruz VermelhaPierre Krahenbühl aponta os casos de civis capturados, raptados ou presos, os prisioneiros que morrem na prisão ou são detidos em locais secretos, as vítimas de execuções em massa enterradas anonimamente, as populações que fogem dos conflitos e se perdem dos familiares, os soldados mortos e cujos restos mortais são abandonados no campo de batalha sem serem identificados.
É imperativo fazer face a esta tragédia e ajudar dezenas de milhar de famílias desaparecidas a saber o que aconteceu com os seus parentes. Não saber se um ente querido está morto ou vivo provoca uma angústia indescritível, cólera e profundo sentimento de injustiça, impede os parentes de fazerem o luto e voltarem a página, salientou Krahenbühl em Genebra na apresentação de um relatório sobre esse assunto.
Há medidas concretas que os estados e outros envolvidos podem tomar para impedir, em primeiro lugar, que uma tal tragédia aconteça, defendeu aquele responsável. Muitas vezes, o que falta é a vontade política de atacar o problema. Krahenbühl encorajou todos os estados a assinarem, ratificarem e aplicarem este importante tratado (Convenção Internacional para a Protecção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados) o mais rapidamente possível.
O relatório apresentado inclui testemunhos pessoais que exprimem o sofrimento das famílias que se vêem privadas de um ente querido durante muitos anos. Mesmo que não reste nem um esqueleto, para mim é igual – quero de qualquer forma encontrar o meu filho, desabafa a georgiana Guliko Ekizashvili, que não tem notícias do filho há 14 anos, desde que ele desapareceu durante o conflito armado que opõe a Geórgia à abcázia.

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