Um grupo de judeus do algarve dará as boas vindas ao ano 5768 a 12 de Setembro, comendo rodelas de maçã molhadas em mel. é uma tradição hebraica milenária que augura garantir um novo ano doce
Um grupo de judeus do algarve dará as boas vindas ao ano 5768 a 12 de Setembro, comendo rodelas de maçã molhadas em mel. é uma tradição hebraica milenária que augura garantir um novo ano doceUm casal de judeus, vindo da África do Sul, instalou-se na região há muitos anos e decidiu fazer renascer a comunidade judaica que entretanto se extinguira. Ralf e Judith Pinto importaram a tradição, organizando todos os anos em Portimão as comemorações dos dias sagrados dos judeus. as celebrações prolongam-se por dois dias, prática comum na diáspora para garantir que coincide com a data da festividade em Israel.
a celebração do Rosh Hashaná (que significa cabeça do ano ) começa ao pôr-do-sol de 12 de Setembro. a passagem para o ano 5768 dá-se quando se avistar a primeira estrela a brilhar no céu. a festa reúne judeus do algarve, Inglaterra, Escócia e Estados Unidos. Refere a agência Lusa que os judeus juntam-se todos em Portimão para entrar no primeiro dia do novo ano, do mês Tishrei , equivalente a Janeiro.
as cerimónias começam com a bênção do pão e vinho de Belmonte,e fatias de maçã molhadas em mel. Deverá ser kosher , isto é, puro, depois de vistoriado por um rabino. Fazem parte do jantar manjares tradicionais, como peixe gefilte , paté de fígado de galinha e de arenque e challah , pão branco redondo.
No décimo dia do ano, celebra-se o Iom Kimpur , dia do perdão, É dia de jejum. Segundo Ralf Pinto, neste dia, o mais sagrado do ano, a única coisa que pode passar pelos lábios são rezas , não havendo lugar para água ou comida para os judeus que seguirem a tradição à risca.
Esta pequena comunidade é a continuação da última de ascendência hebraica que existiu em Faro entre meados do século XVII e o ano de 1936. a crise económica de então levou à emigração e à extinção. a sinagoga mais próxima é em Lisboa. O cemitério judaico de Faro é o único testemunho da diáspora hebraica na região.

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