O Tribunal Judicial Provincial de Tete, centro de Moçambique, começou a julgar nove acusados de envolvimento na morte da leiga portuguesa Idalina Neto Gomes e do padre brasileiro Waldir dos Santos
O Tribunal Judicial Provincial de Tete, centro de Moçambique, começou a julgar nove acusados de envolvimento na morte da leiga portuguesa Idalina Neto Gomes e do padre brasileiro Waldir dos SantosO crime da Fonte Boa , como é conhecido o processo do duplo homicídio, abalou o pacato distrito de Tsangano, a 6 de Novembro de 2006. No assalto, ocorrido na missão católica de Fonte Boa, a 250 quilómetros de Tete, capital da província com o mesmo nome, ficaram também feridos um leigo português, um religioso moçambicano e um guarda.
O julgamento, que começou hoje, 20 de agosto, está a suscitar grande expectativa. Segundo a acusação, os réus assaltaram a referida missão, com o intuito de roubar, tendo levado um Toyota Hilux e dinheiro no valor de seis mil euros, depois de ferirem o guarda com uma arma branca.
Sentaram-se hoje no banco dos réus Horácio Maria Sande, Feston Phalusso, Joaquim antónio Nicoroa, Filipe Rafael Policarpo, adolfo Beúla, Khalid Mahomed e Benjamim Roque. Os réus Jones abrahum Gwizira e Beston Massie, do Malawi, estão a ser julgados à revelia, por se encontrarem a monte, desde o duplo homicídio. Três dos réus foram recapturados depois de o tribunal ter voltado atrás na sua decisão de os mandar em liberdade, alegando, então, insuficiência de provas.

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