Uma ampulheta lembra que o tempo urge: “Faça a ajuda funcionar”, diz o lema de uma iniciativa que quer pressionar o G8
Uma ampulheta lembra que o tempo urge: “Faça a ajuda funcionar”, diz o lema de uma iniciativa que quer pressionar o G8O sinal é dado por uma ampulheta, que é afinal o número 8 (oito). O tempo escasseia, a areia está quase toda no lado sul do oito. O norte dessa ampulheta pode decidir: G8 é o grupo dos oito países mais industrializados e é também o símbolo para lembrar que o mundo não pode esperar. É este o alerta da campanha global de organizações católicas para o desenvolvimento.
Faça a ajuda funcionar, insiste o lema desta iniciativa, que apresenta uma petição aos Governos do Norte e do Sul onde se pede que os governos dos países ricos devem cumprir, incondicionalmente e sem [restrições] a disponibilização de recursos financeiros suficientes para reduzir a extrema pobreza para metade, até 2015.
a proposta é conseguir que os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio, definidos pelas Nações Unidas, sejam cumpridos, assegurando que os cidadãos e a sociedade civil dos países pobres tenham voz activa na maneira mais correcta de aplicação da ajuda; que a ajuda não imponha contrapartidas prejudiciais a estes países e à sua população; que o perdão da dívida externa seja adicional aos fundos de ajuda; [e que se combata a] corrupção na administração pública e privada.
Como recordam os promotores da petição, dirigida à reunião do G8, a realizar na alemanha em Junho próximo, em 2005, depois da campanha mundial para a erradicação da pobreza Make Poverty History’ (Tornar a pobreza História, numa tradução literal), os governos [comprometeram-se] a aumentar a ajuda aos países pobres e a promover maior alívio das dívidas. agora é [a] hora de recordar-lhes que cumpram [a] sua promessa.
Para a recordar, a campanha – disponível no site Faça a ajuda funcionar – tem em curso a petição on-line, abaixo-assinados, a distribuição de postais dirigidos ao embaixador da alemanha em Lisboa, país organizador da reunião, e a possibilidade de envios de SMS para apoiar a iniciativa.
Não será por falta de pressão que os dirigentes mundiais não actuarão. O mundo, já se sabe, não pode esperar.