O Papa apelou domingo, 22 de março, ao fim das hostilidades no Médio Oriente, classificando a guerra como um “escândalo”, num cenário de tensão internacional.
“A morte e a dor causadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um clamor a Deus”, disse Leão XIV, após a recitação da oração do ângelus, desde a janela do apartamento pontifício.
Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o pontífice expressou a sua preocupação pelo impacto da violência contínua nas populações civis.
“Continuo a acompanhar com consternação a situação no Médio Oriente, bem como noutras regiões do mundo devastadas pela guerra e pela violência”, declarou. “Não podemos permanecer em silêncio perante o sofrimento de tantas pessoas, vítimas indefesas destes conflitos. O que as fere, fere a humanidade no seu todo.”
O alerta coincide com a escalada do conflito armado iniciado no final de fevereiro, após a presidência norte-americana exigir a reabertura do Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas, a contar desde sábado. Donald Trump ameaça atacar as centrais elétricas iranianas.
Leão XIV exortou os líderes e a comunidade global a procurarem soluções diplomáticas e negociadas. “Renovo com veemência o meu apelo para que perseveremos na oração, para que as hostilidades cessem e que caminhos de paz, fundados no diálogo sincero e no respeito pela dignidade de cada pessoa humana, possam finalmente ser abertos”, concluiu.
Texto: 7M/Agência Ecclesia








