Numa mensagem divulgada a propósito do Dia do Pai – que se assinala nesta quinta-feira, 19 de março – a Igreja Católica sublinha que os desafios enfrentados pelas crianças e jovens na sociedade atual exigem dos pais uma “atenção redobrada”. O documento aponta o dedo às “influências perigosas” que chegam cada vez mais cedo às crianças, apelando a que a figura paterna se assuma como uma referência de “critério e disciplina”.

“É muito importante que um pai se assuma como referência para os seus filhos”, afirma a mensagem assinada pela Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida, salvaguardando que tal não significa que “seja homem de poder ou de grande fortuna”. O que se pede a um pai, escrevem os bispos portugueses, é que “tenha coração e maturidade, acompanhe os filhos com amor, esperança e paciência, considere um filho não como um problema económico mas como o valor maior que vale a pena todos os sacrifícios”.

A mensagem reflete ainda sobre o equilíbrio entre afeto e autoridade. O organismo da Igreja Católica alerta que uma “exagerada proteção cega” é prejudicial, pois retira ao pai a capacidade de corrigir o filho. Para a Igreja, o pai deve saber impor limites, ao mesmo tempo que é um porto seguro.

Uma “boa referência” é São José, apontam os bispos: o pai “que guarda o mistério de um futuro que não sabe como será”, mas é um “pai confiante”, que “não vivia centrado em si mesmo; acreditou e olhou em frente com amor generoso na edificação de uma Família”.

A nota termina com uma mensagem de força dirigida aos pais que enfrentam os desafios mais duros da atualidade: a doença ou a deficiência dos filhos. Nestes casos, a Comissão defende que o “amor confiante” é o verdadeiro tesouro que permite superar as provações e edificar uma família resiliente.

Texto redigido por 7Margens, ao abrigo da parceria com a Fátima Missionária.

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