O Papa exigiu domingo , 22 de fevereiro, que as “armas se calem” na Ucrânia, assinalando o quarto aniversário da invasão em larga escala da Rússia com um apelo urgente ao diálogo e ao fim da destruição.
“Renovo com veemência o meu apelo: que as armas se calem. Que cessem os bombardeamentos. Que se chegue sem demora a um cessar-fogo e se reforce o diálogo para abrir caminho à paz”, disse Leão XIV, após a recitação do ângelus.
Perante milhares de pessoas, reunidas na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice recordou o início do conflito no Leste europeu, a 24 de fevereiro de 2022. “Caros irmãos e irmãs, já se passaram quatro anos desde o início da guerra contra a Ucrânia. O meu coração continua comovido com a dramática situação que está diante dos olhos de todos”, assinalou.
O impacto da violência nas populações civis mereceu um destaque particular na reflexão. “Quantas vítimas, quantas vidas e famílias destruídas, quanta destruição, quanto sofrimento indescritível”, lamentou o Papa.
Desde a janela do apartamento pontifício, Leão XIV sublinhou as repercussões globais do conflito armado, ultrapassando as fronteiras territoriais. “Na verdade, toda guerra é uma ferida infligida a toda a família humana. Ela deixa para trás morte, devastação e um rasto de dor que marca gerações”, sustentou. “A paz não pode ser adiada. É uma necessidade urgente que deve encontrar espaço nos corações e traduzir-se em decisões responsáveis.”
A intervenção culminou com um apelo à oração, “pelo povo ucraniano martirizado e por todos aqueles que sofrem por causa desta guerra e de todos os conflitos do mundo”. “Que o dom tão esperado da paz possa brilhar nos nossos dias”, desejou o Papa.
A intervenção de Leão XIV surge num contexto de forte tensão no terreno, com o registo de novas ofensivas. Várias explosões foram ouvidas durante a última madrugada na capital da Ucrânia, Kiev, onde as autoridades declararam o alerta devido ao risco de ataques inimigos com armas balísticas, dois dias antes de se assinalar oficialmente o quarto aniversário do início da invasão russa.
Texto: 7M/Agência Ecclesia







