Conforme já vem sendo habitual na noite que antecede a Peregrinação da Consolata, os jovens envolvidos na organização desta jornada assistem ao concerto da banda “Os Discípulos de Fátima” no auditório dos Missionários da Consolata

Cerca de 200 jovens, entre os 13 e os 25 anos, oriundos de localidades de Portugal como Águas Santas, Valongo, Baguim do Monte, Ribeirão, Figueiró dos Vinhos, Fátima, Ourém e Cacém, participam na vigília da 36.ª Peregrinação da Família Missionária da Consolata a Fátima. A iniciativa realiza-se na noite desta sexta-feira, 20 de fevereiro, nas instalações da Consolata e no Santuário de Fátima. Neste encontro, os jovens vão escutar Cláudia Duarte, uma Leiga Missionária da Consolata que esteve em missão em diversos países, e conhecer a campanha anual dos Missionários da Consolata – “Estudar para vencer” –, que visa angariar fundos para construção de uma casa de acolhimento para adolescentes desfavorecidas na Guiné-Bissau.

Até à FÁTIMA MISSIONÁRIA chegaram testemunhos daqueles que já participaram em edições anteriores deste encontro. Marisa Santos é uma dessas jovens, e admite que escutar aqueles que já partiram em missão é algo que lhe suscita interesse. “Gosto de ver a alegria e o brilho nos olhos com que ficam os missionários ao contar histórias das suas missões. Queria muito passar por essa experiência de encontrar Jesus nos que mais precisam dele e de O poder levar.” A atividade missionária também cativa Maria Nunes. “O que mais me atrai na missão é deixar tudo para trás e ter contacto com povos a quem ninguém chega ou não dá a devida voz.”

O programa da vigília contempla também a atuação da banda “Discípulos de Fátima”, que procura dar a conhecer a Palavra de Deus através da música. Para muitos jovens, a música é um forte fator de ligação à Consolata. Joana Costa e André Oliveira, por exemplo, integram o grupo coral responsável pela animação da Eucaristia da peregrinação. “A minha missão na peregrinação é animar a Eucaristia a cantar no ‘Chorus’. É algo que me deixa muito feliz: transmitir a nossa alegria e fé através da música”, refere Joana. André terá a mesma função. “Vou ter a missão de levar música à celebração. Sempre me disseram que cantar é como rezar duas vezes, e para mim, cantar e animar faz com que o momento seja mais especial.”

A vigília termina com um momento de oração na Capelinha das Aparições. O padre Simão Pedro, Missionário da Consolata e coordenador da peregrinação, destaca o propósito desta atividade – “Através deste encontro, pretendemos provocar nos jovens esta sensibilidade missionária: um espírito de entreajuda, solidariedade e de fazer e ser missão.” Conhecer jovens de vários pontos do país é uma das características desta iniciativa, como refere Maria Vieira: “Deu-me esperança ver bastantes jovens como eu, a viver a fé com intensidade.” Já Waynne Cuino destaca a capacidade de criar relações: “Gosto muito de participar, sobretudo quando estamos todos juntos, com um só objetivo. Vivemos tudo em conjunto, ajudando-nos uns aos outros. Depois de um dia (ou até menos), parece que nos conhecemos há anos. Cria-se uma ligação muito especial.”

Rita Prazeres realça o ambiente propício à reflexão: “O que mais gostei na vigília foi o ambiente de unidade, em que todos tínhamos algo que nos unia, num espaço de silêncio profundo, oração partilhada, música e testemunhos que nos ajudavam a parar, escutar e refletir.” O padre Simão acredita que a atenção da congregação aos mais vulneráveis é um dos fatores que conquista os mais novos. “Penso que o que atrai os jovens é o nosso espírito de família, de humanidade e o nosso acolhimento. Nós somos para a evangelização, com especial atenção aos mais pobres.”

Joana Almeida refere que encontra nos propósitos desta congregação uma inspiração. “O que mais me atrai na missão dos Missionários e Missionárias da Consolata é o seu testemunho de proximidade, simplicidade e entrega. A forma como anunciam o Evangelho, sobretudo junto dos mais frágeis, e a disponibilidade para ir onde é mais preciso são um exemplo inspirador.” A presença da Consolata nos quatro continentes não é indiferente a Beatriz Pereira. “Acho interessante estarem espalhados por tantos países e ajudarem esses povos, alguns deles com grandes necessidades.”

Clara Baptista diz enternecer-se com a capacidade de ajudar os mais desprotegidos. “Cativa-me a forma como vivem a missão com alegria, indo ao encontro das pessoas onde elas estão. O compromisso dos Missionários e Missionárias da Consolata com os mais frágeis e esquecidos toca-me profundamente.”

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