O Papa Leão XIV à janela do apartamento pontifício, no ângelus de 1 de setembro de 2025. Foto © Vatican Media

O Papa alertou domingo, 25 de janeiro, para a gravidade da situação na Ucrânia, condenando os ataques russos em pleno inverno e apelando ao fim da guerra, iniciada em 2022.

“Também nestes dias, a Ucrânia é atingida por ataques contínuos que deixam populações inteiras expostas ao frio do inverno. Acompanho com dor o que está a acontecer. Estou próximo e rezo por aqueles que sofrem”, disse Leão XIV, após a recitação do Ângelus, na Praça de São Pedro, citado pela Ecclesia.

A intervenção surge num momento em que a Rússia tem intensificado os bombardeamentos contra a rede elétrica ucraniana, provocando cortes de energia e aquecimento, especialmente em Kyiv, o que levou as autoridades locais a decretar o estado de emergência no setor energético.

Perante milhares de pessoas, Leão XIV afirmou que “o prolongamento das hostilidades, com consequências cada vez mais graves para os civis, amplia a divisão entre os povos e afasta uma paz justa e duradoura”.

“Convido todos a intensificar ainda mais os esforços para pôr fim a esta guerra”, apelou o Papa, numa referência às negociações que, durante os últimos dias, decorreram em Abu Dhabi, entre delegações da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos.

Na saudação aos peregrinos, desde a janela do apartamento pontifício, Leão XIV dirigiu-se de forma particular aos participantes na ‘Caravana da Paz’, uma iniciativa promovida há 45 anos pela Ação Católica dos Jovens de Roma (ACR), que este ano reflete sobre a terra como uma “casa comum”.

“Agradeço-vos por nos ajudarem a nós, adultos, a olhar o mundo de outra perspetiva, a da colaboração entre pessoas e povos diferentes”, afirmou.

O Papa deixou um desafio direto às crianças e adolescentes presentes, pedindo-lhes que rejeitem a violência no seu dia a dia.

“Sejam construtores de paz em casa, na escola, no desporto, em toda a parte. Nunca sejam violentos, nem com palavras nem com gestos. Nunca! O mal só se vence com o bem”, exclamou.

A concluir, Leão XIV convocou os fiéis a rezar pela paz, juntamente com os jovens, lembrando os conflitos “na Ucrânia, no Médio Oriente e em todas as regiões onde, infelizmente, se luta por interesses que não são os dos povos”.

Texto: 7M/Agência Ecclesia

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