Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um conjunto de 17 metas definidas pela Organização das Nações Unidas para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir dignidade e bem-estar para todas as pessoas até 2030. A forma como estas metas estão (ou não) a ser cumpridas é uma inquietação que nos deve impelir a todos à ação. É cada vez mais urgente que cada pessoa se empenhe na parte que lhe cabe.
Atualmente, estamos muito aquém das metas que nos propusemos atingir. Neste sentido, a decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas de designar 2026 como o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável é, a meu ver, um sinal de esperança e de ânimo para todos os que acreditam num mundo melhor.
A vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, afirmou que é importante que “reconheçamos o papel vital dos voluntários como agentes de mudança que se entrelaçam na estrutura da Agenda 2030”.
Tenho o privilégio de trabalhar numa organização que promove o voluntariado através da sua Rede de Voluntariado Missionário. Neste âmbito, aliamos o voluntariado à fé. São voluntários que têm em comum a identidade cristã, a ligação às Igrejas Lusófonas e o sentido de responsabilidade mútua pela ação da Igreja em terras de missão ad gentes, isto é, junto de povos onde o Evangelho ainda não está enraizado.
Ao longo de 2025, tive a sorte de acompanhar voluntários que viveram as suas missões de forma íntegra e responsável. O seu trabalho ad gentes tem no centro a pessoa, em toda a sua dimensão. Contribuir para a prossecução dos ODS é a centralidade de todo e qualquer trabalho que desenvolvem. É por isso que acredito que o voluntariado é, de facto, uma força transformadora das sociedades em que se inserem.
Que nunca nos esqueçamos de que, tal como afirmou o coordenador executivo do Programa de Voluntários das Nações Unidas, Toily Kurbanov, “o voluntariado é onde a paixão encontra a solidariedade”. Somos “todos, todos, todos” – como disse o Papa Francisco – convocados a trabalhar para que esta seja uma verdade universal em todos os cantos e recantos do mundo.
Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
Texto conjunto MissãoPress








