Jovens Missionários da Consolata do Cacém participaram num retiro de advento em Fátima | Foto: DR

Nós, Jovens Missionários da Consolata (JMC) do Cacém, vivemos um retiro de Advento nos dias 29 e 30 de novembro, no Centro Missionário Allamano, em Fátima, e em outros pontos da Cova da Iria. Neste fim de semana, fomos convidados a “Estar no mundo como Maria”. Foi este o mote que nos guiou. A orientar este retiro esteve a pregadora Márcia Joaquim, uma leiga ligada ao movimento da Fraternidade Verbum Dei. Ela preparou para nós momentos de oração e reflexão, que nos ajudaram a imergir no testemunho de Maria – mãe de Cristo – e na sua forma de estar no mundo.

Logo no primeiro dia deste encontro, a frase “A oração é uma relação, não é uma troca imediata” não nos deixou indiferentes. Mostra bem como a oração pode ser complexa. É o tempo que dispomos a criar esta relação que irá torná-la mais profunda. Podemos afirmar que, se ainda não tínhamos conseguido aprofundar ou criar essa relação, este retiro deu-nos espaço e tempo para isso.

No primeiro dia, vivemos também um momento de contemplação da natureza e aí refletimos sobre o que Deus nos transmite através dela. A natureza está em permanente mudança e enfrenta vários desafios. Com esta perceção, procuramos responder à pergunta: “Que desafios dão entrada na minha vida?” A partir de uma reflexão centrada numa árvore, procurámos tentar perceber por onde entra o “bichinho” que nos fragiliza. Fizemos um exame de consciência e houve oportunidade para o sacramento da reconciliação, através do qual os fiéis são absolvidos das falhas cometidas.

Na Capelinha das Aparições, juntámo-nos a peregrinos de todo o mundo e rezámos o terço, deixando-nos envolver pelo silêncio e pela luz das velas. Partilhámos depois um chá, num momento de convívio sereno e divertido, que nos permitiu fechar o dia com gratidão, antes de nos recolhermos para descansar o corpo e o espírito. Acordámos no domingo com vontade de concluir todas estas ideias que fomos explorando, e houve tempo para entoar muitas músicas missionárias. O fim de semana terminou em convívio.

Deste retiro, levamos o exemplo de Maria, que nos ensina a confiar plenamente em Deus, mesmo quando não sabemos ou entendemos tudo. Ela ensina-nos a estar dispostos a deixar tudo nas mãos de Deus e a seguir o caminho da fé com Ele. Maria revela que a verdadeira grandeza está na humildade e no serviço, no viver a nossa fé com atitudes concretas de amor ao próximo. Mesmo surpresa e confusa, Maria confiou em Deus e colaborou na criação e na educação de Jesus.

O “Sim” de Maria convida-nos a aceitar os planos de Deus, mesmo que sejam diferentes dos nossos. Ensina-nos a responder ao seu chamamento, por mais confuso que seja, e mostra-nos que Ele está na dianteira e sabe o que faz. Rezar com Maria é estar em casa, confortável, em boa companhia. Precisamos de ser como Maria, evitando perguntar a Deus o “Porquê?” e procurando saber antes o “Como?”, estando sempre dispostos a cumprir a vontade d’Ele. A esperança não é viver até compreender, é ter fé independentemente de tudo o resto. Aprendemos que, caminhando como Maria, chegamos mais facilmente a Jesus.

Nós já tínhamos a ideia de que Maria é uma mulher de esperança, mas neste retiro descobrimos que Ela também é uma mulher de raízes, que orienta a vida e os valores.
A partir da imagem de uma árvore – algo muito presente neste encontro – refletimos sobre como o tronco simboliza as atitudes que sustentam os nossos gestos; os ramos, os atos concretos; e as folhas e frutos, aquilo que nasce desses atos, mesmo quando não vemos o resultado. Refletimos também sobre o que cada parte de uma árvore representa na nossa vida e sobre as estações do ano: a primavera, o que começa a florescer; o verão, a maturação; o outono, o tempo de deixar cair o que não serve; e o inverno, o essencial a cuidar. Reconhecemos também as marcas deixadas pelos outros no nosso “tronco”.

Nós somos como o barro, moldáveis e frágeis, mas não devemos ver só as nossas fragilidades, mas, sim, o que há dentro de cada vaso de barro. Voltamos, agora, a reunir-nos aos sábados à noite, na Quinta do Castelo, no Cacém. Se tens vontade de viver esta caminhada também, como jovem ativo nesta Igreja viva, convidamos-te a vir experimentar!

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