Observatório sobre armas Ligeiras diz que ainda há em Portugal um excessivo número de armamento
Observatório sobre armas Ligeiras diz que ainda há em Portugal um excessivo número de armamento a propósito da tragédia na universidade americana do Estado da Virgínia, em que um jovem universitário matou a tiro 32 pessoas antes de se suicidar, o Observatório sobre a Produção, o Comércio e a Proliferação de armas Ligeiras da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) afirma, em comunicado, que esta tragédia chama assim a atenção para os malefícios da proliferação de armas ligeiras, pois a sua fácil disponibilidade terá sido uma causa próxima deste terrível desenlace .
Longe da realidade americana – ali impera a cultura do direito dos indivíduos ao uso das armas, e é espantosa a facilidade da aquisição de armas ligeiras sem limite de número por pessoa, explicando as largas dezenas de milhar de mortes por ano pelos seus disparos – Portugal e a Europa Ocidental têm procurado outros caminhos, ainda insuficientes, na opinião do Observatório da CNJP.
Portugal tem, desde o ano passado, uma das mais completas e avançadas leis regulando o uso e porte de armas. No entanto, nem a aplicação da lei, nem a actuação das forças de segurança, por mais criteriosa e completa que seja, são suficientes para resolver os efeitos de um excessivo número de armas ligeiras na posse dos cidadãos que ainda se regista em Portugal , lê-se no documento hoje divulgado à comunicação social.
Como exemplos, o Observatório refere os casos recentes do uso de armas num banco em Gaia, ou o assalto a uma estação de serviço em Benavente com uma morte a lamentar .
Por isso, defende-se, a sociedade civil tem a obrigação de continuar atenta e chamar a atenção do Estado para o cumprimento do que lhe cabe para assegurar a tranquilidade dos cidadãos .
O texto pode ser lido na íntegra no site da Comissão.