ataques militares, bombardeamentos arbitrários e trabalhadores humanitários como alvo fazem temer o fim do programa de ajuda
ataques militares, bombardeamentos arbitrários e trabalhadores humanitários como alvo fazem temer o fim do programa de ajudaO aumento da violência no Darfur, Sudão, com intervenções militares constantes, bombardeamentos arbitrários de aldeias e ataques que têm como alvo trabalhadores humanitários, está a ameaçar seriamente o programa de ajuda de emergência a milhões de pessoas, alertaram as Nações Unidas, notando que o acesso à região em Dezembro foi o pior em quase três anos.
Se esta situação se mantiver, a operação humanitária e de assistência à população ficará irreversivelmente perdida, anunciaram ontem 13 agências da ONU num comunicado conjunto, apelando à protecção de civis e trabalhadores humanitários e um fim à impunidade dos que continuam a violar os direitos humanos. Se não [for garantida segurança], as agências humanitárias das Nações Unidas e as organizações governamentais não serão capazes de manter o frágil corredor que providenciou assistência e alguma protecção a uns quatro milhões de pessoas no Darfur, afectados por este trágico conflito.
as agências, congregadas pela Organização Internacional das Migrações, fizeram notar que nos últimos dois anos salvaram centenas de milhares de civis apanhados num sangrento conflito que opõe forças governamentais, milícias aliadas e grupos rebeldes que defendem uma maior autonomia para a refião. Pelo menos 200 mil pessoas terão morrido e mais de dois milhões foram deslocalizados por causa da guerra.