Mais de 33 milhões de paquistaneses, e três quartos de todos os distritos do país, foram atingidos pelas cheias, provocadas pelas chuvas das monções. De acordo com as autoridades do Paquistão, pelo menos mil pessoas morreram, sendo que existem 1,5 mil feridos a registar. Foram afetadas quase 900 instalações de saúde de todo o país, das quais 180 ficaram estão totalmente destruídas. Milhões de pessoas estão agora sem acesso a cuidados de saúde e a tratamentos médicos. Face a este cenário, o governo anunciou estado de emergência para o país.

Os especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam para uma subida dos casos de malária, dengue e outras doenças transmitidas pela água e por vetores. Com a perspetiva de agravamento das chuvas para os próximos dias, a OMS está focada em evitar a disseminação de doenças. As autoridades paquistanesas estão a levar a cabo operações de evacuação aérea e a dinamizar sessões de consciencialização sobre doenças transmitidas pela água e por vetores, assim como outras doenças infeciosas, como a covid-19.

A agência das Nações Unidas encontra-se a trabalhar em colaboração com o Ministério da Saúde para aumentar a vigilância sobre casos de diarreia aquosa aguda, cólera e outras doenças transmissíveis, de forma a evitar a sua disseminação. A OMS encontra-se ainda a fornecer medicamentos essenciais e artigos médicos para unidades de saúde que tratam as populações atingidas pela catástrofe. Em conferência de imprensa, Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, lembrou que além dos efeitos das cheias no Paquistão, a seca e a fome no Chifre da África e ciclones mais frequentes e intensos no Pacífico e nas Caraíbas, apontam para a necessidade de ação para fazer face aos efeitos das alterações climáticas.

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