O recente teste nuclear do governo de Kim-Jong Il provocou bloqueios económicos, da parte de vários países, mas não pesou negativamente neste número.
O recente teste nuclear do governo de Kim-Jong Il provocou bloqueios económicos, da parte de vários países, mas não pesou negativamente neste número. O número de norte-coreanos a trabalhar em empresas sul-coreanas no complexo industrial da cidade de Gaesong atingiu os 10 mil. Dados recentes do Ministério da Unificação sul-coreano, indicam que o número actual de trabalhadores norte-coreanos em 21 empresas sul-coreanas atingiu os 10. 093, sendo 80 por cento constituído por mulheres.
O complexo industrial de Gaesong, a norte da fronteira, é um dos símbolos mais significativos das tentativas levadas a cabo pelo governo da Coreia do Sul para entrar gradualmente no mercado norte-coreano. Os primeiros 42 trabalhadores foram contratados em Fevereiro de 2004 e desde então o número não para de aumentar.
Embora os projectos actuais de economia de mercado levados a cabo por empresas sul-coreanas a norte da fronteira sejam somente dois – a estância turística do Monte Keumgang, na costa leste, e este complexo industrial, na zona central – as autoridades do Sul têm previstos outros nos próximos anos.
a actual situação de impasse nas negociações de desarmamento nuclear com a Coreia do Norte e as críticas da oposição sul-coreana às políticas do governo têm impedido concretizar várias iniciativas.
Este projecto industrial tem sido fortemente criticado. as empresas são obrigadas a pagar largas somas de dólares ao governo ditatorial do Norte. Os trabalhadores não são pagos em dinheiro, mas com bens de primeira necessidade. Mesmo que recebessem dinheiro, a maior parte acabaria eventualmente nas mãos das autoridades. Por estes e outros motivos o governo sul-coreano tem sido criticado por favorecer a escravatura no Norte.
Mas não creio que seja assim. Os trabalhadores têm um emprego. Sempre é melhor receber, ainda que seja pouco, do que não receber nada. Considero fundamental que o governo do Sul não desista de sonhar com uma Coreia do Norte que gradualmente se abra ao desenvolvimento económico, fundamental para que ocorra a reunificação.

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