Negligência e maus tratos são a principal causa de acolhimento de crianças e jovens em risco, indica um estudo do Instituto de Segurança Social.
Negligência e maus tratos são a principal causa de acolhimento de crianças e jovens em risco, indica um estudo do Instituto de Segurança Social. O documento que faz a caracterização das crianças e jovens em situação de acolhimento em 2005, revela também que 30 por cento desta população foi acolhida há mais de seis anos.
O relatório abrange 13. 833 crianças e jovens acolhidos em lar, centro de acolhimento temporário ou família de acolhimento o que representa 89,4 por cento do total. De acordo com o relatório, a negligência representa 70,7 por cento dos motivos de acolhimentos, os maus-tratos psicológicos e/ou físicos 32 por cento, o abandono 26,9 por cento e a exposição a modelos de comportamento desviante a 26,8 por cento.
a negligência está, muitas vezes, associada à ausência de condições socio-económicas da família para assegurar as necessidades básicas de desenvolvimento da criança. Uma das problemáticas mais frequentemente vividas no seio da maioria das famílias das crianças acolhidas (47 por cento) relaciona-se com carência socio-económicas extremas, associadas a situações de desemprego ou mendicidade.
a pobreza continua assim a ser uma característica transversal a estes agregados familiares e, com elevada frequência, um factor determinante da necessidade de acolhimento. a esta problemática segue-se o alcoolismo dos progenitores, registado em 22,3 por cento das famílias destas crianças e jovens, em destaque para o distrito de Viana do Castelo. algumas destas crianças e jovens nasceram em famílias onde problemáticas como a toxicodependência (11,8 por cento), a doença mental ou deficiência dos pais (10,2 por cento, sobretudo nos distritos de Beja, Portalegre e na área da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), a prostituição (8,3 por cento), a detenção dos pais (4,3 por cento) ou a sua doença física (três por cento), refere o relatório.

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